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20/05/2020

   O Dia Mundial das Abelhas e o Parque Estadual Fritz Plaumann


Desde 2018, no dia 20 de maio foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, como Dia Mundial das Abelhas, para lembrar a importância da polinização para o desenvolvimento sustentável. Essa data foi escolhida por ser o dia do nascimento de Anton Janša, esloveno nascido no século XVIII que foi pioneiro na criação e uso de técnicas modernas de apicultura.

O Parque Estadual Fritz Plaumann, por sua vez, situado em Sede Brum no município de Concórdia - SC, criado por meio do Decreto Estadual nº 797 no ano de 2003, como medida de compensação pelos impactos ambientais da construção da Usina Hidrelétrica Itá. A unidade é administrada pelo IMA - Instituto do Meio Ambiente em parceria com a Ecopef, uma organização da sociedade civil de interesse público.

Por meio de consulta pública foi atribuído ao Parque o nome Fritz Plaumann, como forma de prestar homenagem ao ilustre entomólogo e botânico natural da Alemanha que veio ao Brasil. Este, embora não tenha atuado diretamente nas dependências de onde hoje é a Unidade de Conservação, fez um excepcional trabalho coletando e catalogando espécies entomológicas relativas ao ecossistema regional. Na totalidade foram coletados cerca de 80 mil exemplares de 17 mil espécies diferentes, das quais 1.500 eram ainda desconhecidas ao meio científico.

No estado de Santa Catarina ocorrem naturalmente cerca de 35 espécies de abelha sem ferrão de hábitos sociais, um dos exemplos mais recorrentes é a Jataí (Tetragonistica angustula), também são nativas da região diversas outras espécies de abelhas solitárias, como a Mamangava (Bombus sp) que é imprescindível na polinização de leguminosas como maracujá (Passiflora sp) e a Caliandra Rosa (Calliandra sp.) exemplar contido na imagem da matéria .

Com tamanha diversidade de insetos algumas espécies passariam despercebidas se não fosse por algumas características peculiares, que geralmente é o caso das abelhas solitárias. O termo “abelha” remete ao mel, ou a dor da ferroada e em alguns casos à complexidade e exuberância de suas colmeias, este não é o caso das solitárias.

 As abelhas solitárias representam cerca de 85% de todas as espécies de abelhas. Geralmente possuem ferrão atrofiado, não sendo utilizado para a defesa e/ou ataque, alimentam-se de néctar e pólen e não armazenam reservas na forma de mel, e como o nome sugere, estas não fazem seus ninhos em complexas estruturas construídas por centenas de operárias, preferindo ovipositar em pequenas cavidades cilíndricas, geralmente em madeira. Algumas espécies ainda podem adotar estratégias diferentes, como por exemplo escavar o solo, ou até mesmo construir um abrigo adequado para sua prole com barro, areia e resinas vegetais.

Estes insetos embora pouco conhecidos são tidos como elementos-chave na manutenção dos processos ecológicos. Buscando néctar de flor em flor as abelhas dispersam grãos de pólen imprescindíveis à reprodução dos vegetais. Tanto em ambiente naturais, quanto na agricultura, a ausência destas entidades afeta drasticamente a produção de sementes e frutos, sendo que em alguns casos as plantas sequer frutificam, assim tornando insustentável a longo prazo a vida na terra.

As unidades de conservação possuem um essencial papel para proteção e conservação das espécies e de seus ecossistemas associados permitindo a perpetuação e evolução das espécies. 

 



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