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28/08/2020

   Ocorrência de Tatus no Parque Estadual Fritz Plaumann


Os tatus são animais que possuem membros curtos, com garras fortes nas extremidades adaptadas para cavarem com facilidade. São animais terrestres e fazem tocas no solo, sua alimentação é em geral onívora e insetívora. Possuem os quatro membros curtos e o corpo é achatado e atarracado, e a cabeça pequena.

A principal característica desses animais é a presença de uma carapaça formada por escamas dérmicas muito rígidas, que dão aos tatus proteção extra contra predadores e substratos onde escavam.

A carapaça é formada por diversas cintas, o que confere aos tatus a ordem cingulata, do latim cingulum, que significa “cintados”. Pertencem a superordem Xenarthra e, formando atualmente a família Dasypodidae composta por oito gêneros e vinte espécies, sendo oito dessas encontradas no Brasil.

Conforme o plano de manejo fase II do Parque Estadual Fritz Plaumann, publicado em setembro de 2014 foi comprovado o registro de duas espécies de tatu, o tatu-galinha (Dasypus novemcinctus) que ilustra a imagem desta matéria e o tatu-de-rabo-mole (Cabassous tatouay).  Ainda o mesmo trazia a possibilidade de ocorrência de mais uma espécie de tatu para região do Parque, o tatu-peba (Euphractus sexcinctus), a qual, no ano de 2015 foi registrada em área adjacente a unidade de conservação, sendo este fato, confirmado através de publicação científica.

As maiores ameaças aos tatus são atropelamento, desmatamento, e a caça para o consumo de sua carne. Em alguns locais acreditam que sua carapaça tem função medicinal. O problema mais recorrente no Parque Estadual Fritz Plaumann é o ataque por animais domésticos é devido a invasão por cães que acabam perseguindo, encurralando e matando os animais. O fato é que os tatus exercem uma importante função ecológica na ciclagem de nutrientes, ao revolverem o solo com suas escavações, e ausência desses animais causaria um grande problema ecológico referente a absorção de nutrientes no solo.

Sobre as espécies confirmadas que ocorrem no Parque Estadual Fritz Plaumann:

Tatu Galinha (Dasypus novemcinctus): o animal que ilustra essa matéria possui a cabeça alongada com focinho longo e pontudo, as orelhas são longas e não possuem pelo e nem escamas. A carapaça é de coloração pardo-escura, com escudos amarelados de intensidade variável principalmente nas cintas móveis, possuindo geralmente nove dessas cintas móveis em sua carapaça. Tem quatro dedos em cada membro anterior e cinco no posterior. Geralmente pesam entre 3,2 e 4,1kg e possuem entre 39,5 e 57 cm de comprimento e uma cauda de 29 a 45cm.

Alimentam-se principalmente de invertebrados, pequenos vertebrados, tubérculos, frutas e fungos, portanto são considerados onívoros ao invés de insetívoros. Vivem em tocas que eles mesmos escavam. A caça ilegal, fruto da apreciação da carne do tatu, a utilização do rabo e da carapaça do tatu como adornos, ameaçam a vida desses animais assim como ataque por cães domésticos e atropelamentos.  A espécie também é bastante perseguida em áreas cultivadas devido ao dano causado pela escavação de suas tocas.

Tatu-de-rabo-mole(Cabassous tatouay):  o tatu-de-rabo-mole é assim chamado por popularmente por não possuir placas ósseas na cauda. É mais robusto que o tatu-galinha, apresentando um focinho largo, possuem cinco dedos, nos membros anteriores as unhas são grandes e falciformes, as orelhas se estendem acima do topo da cabeça.

            Podem apresentar entre 20 e 49cm de comprimento, mais a cauda de aproximadamente 20 cm. É a maior espécie desse gênero, com exemplares pesando mais de 6kg.

A coloração do dorso vai do marrom escuro ao preto, com as laterais da carapaça amarelada e o ventre cinza amarelado. Possuem de 10 a 13 cintas móveis, sendo a mais numerosa da família.  É um animal considerado de difícil visualização por ter comportamento fossorial (que se adapta a cavar e viver debaixo do solo) e sabe-se pouco sobre seus hábitos.

É um tatu forte e rápido para cavar e alimenta-se quase que, exclusivamente, de inseto, podendo forragear tanto na superfície como no subsolo e vivem em tocas que eles mesmos escavam e não tem por hábito retornar a elas.

            A caça ilegal, fruto da apreciação da carne do tatu ameaçam a vida desses animais assim como ataque por cães domésticos e atropelamentos. A espécie é bastante perseguida em áreas cultivadas devido ao dano causado pela escavação de suas tocas.

Tatu Peba (Euphractus sexcinctus):  A carapaça dessa espécie possui coloração de pardo-amarelada até marrom clara, que possui 6 a 8 cintas móveis. Uma peculiaridade desse animal é a presença de pelos claros e longos distribuídos pelo corpo. A cabeça é cônica com um achatamento na parte superior. Seu tamanho é em média 40 a 49 cm e mais a cauda entre 12 e 24 cm, com peso em média de 5,5kg para indivíduos adultos.

Sua distribuição geográfica é desde ao norte da américa do sul, até o Uruguai, tendo ampla distribuição pelo Brasil.

Possui hábito solitário, exceto na época reprodutiva e de mãe acompanhada de filhotes. Possuem hábito alimentar generalista que inclui invertebrados, principalmente insetos, material vegetal, pequenos mamíferos e animais mortos e carniça.

A caça ilegal, fruto da apreciação da carne do tatu ameaçam a vida desses animais assim como ataque por cães domésticos e atropelamentos. A espécie é bastante perseguida em áreas cultivadas devido ao dano causado pela escavação de suas tocas.

 



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